A Orquestra Sinfônica Heliópolis, mantida pelo Instituto Baccarelli, percorre os encantos das obras de Samuel Barber, Béla Bartók e Leonard Bernstein no concerto do dia 1º de julho, às 12h. A convite do Theatro Municipal de São Paulo, o maestro titular e diretor artístico, Isaac Karabtchevsky, considerado o regente mais importante em atividade atualmente no Brasil, conduzirá os mais de 70 integrantes pelo legado deixado por estes importantes compositores. O pianista Alexandre Dossin é o convidado para a apresentação.

Atenção: leitor VilaMundo tem benefício. São 150 ingressos grátis disponíveis. A troca do cupom pelo ingresso deverá ser feita no dia do evento, entre 11h e 11h30, ao lado da bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo, por ordem de chegada, limitada a 150 ingressos. Cada pessoa tem direito a retirar apenas um ingresso. 

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Créditos: Divulgação/ Renan Perobelli)

Sinfônica de Heliópolis sobe ao palco com pianista Alexandre Dossin

O concerto tem início com o Adagio Para Cordas, de Samuel Barber, carregado de intenso lamento. Barber criou uma melodia sofrida, marcada por angústia, tensão, tristeza, dor – mas as palavras, acreditem, tornam-se pálidas perante a música em si. Escrita nos anos 1930, a obra foi transmitida pelo rádio durante o anúncio da morte do presidente Franklin D. Roosevelt, em 1945. Não à toa, ilustrou os velórios do presidente John F. Kennedy, do cientista Albert Einstein, da Princesa Diana, e, ainda, as homenagens às vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro, em Nova York. É dilacerante.

Em seguida, a Orquestra Sinfônica Heliópolis desbrava as Danças Romenas, de Bela Bartók, compositor que encontrou no folclore a resposta à sua busca por uma nova linguagem musical. Por fim, o pianista Alexandre Dossin sobe ao palco para interpretar com a Orquestra a moderna e urbana arquitetura da Sinfonia nº 2 - A Era da Ansiedade. A obra é inspirada em um livro do poeta W. H. Auden e nos remete a meados dos anos 1940. Não era um período fácil. A Segunda Guerra Mundial trouxe problemas para os Estados Unidos, como a crise econômica, o racionamento de alimentos, a morte de soldados, a ameaça constante. Mas havia também uma sensação de desencanto provocada pelo conflito, pela banalidade da morte, pelas dúvidas a respeito do futuro. Bernstein retrata esse sentimento em sua sinfonia. Na obra, não há palavras. Mas isso só torna ainda mais interessante a tentativa de recriar, pelos sons, as ideias do texto de Auden, que dá a cada personagem uma característica específica: pensamento, intuição, sensação e sentimento. Diferentes que são, elas, no momento em que se unem pela música, acabam oferecendo um retrato fascinante a respeito da condição humana. E, assim, falam de nós.

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01 Jul

Dom 01/07  às 12:00 

Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/n República São Paulo - SP (11) 3397-0300
Estação Anhangabaú (Metrô - Linha 3 Vermelha)
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